A taxa de desemprego no Brasil recuou para 6,2% no primeiro trimestre de 2026, o menor nível registrado desde 2014, segundo dados divulgados nesta terça-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado representa uma queda de 0,8 ponto percentual em relação ao mesmo período do ano anterior.
O número de desempregados caiu para 6,8 milhões de pessoas, ante 7,6 milhões no primeiro trimestre de 2025. A população ocupada chegou a 102,3 milhões de pessoas, novo recorde histórico da série.
Setores que mais geraram empregos
Os setores de serviços e tecnologia da informação lideraram a geração de empregos no período. O setor de serviços respondeu por 65% dos novos postos de trabalho formais, enquanto a indústria de transformação apresentou recuperação após dois anos de retração.
O agronegócio também contribuiu positivamente, com crescimento de 4,2% no emprego formal no campo, impulsionado pela safra recorde de grãos e pela expansão das exportações agrícolas.
Salário médio ainda preocupa
Apesar da queda no desemprego, economistas alertam que o salário médio real ainda não recuperou o poder de compra perdido durante os anos de crise. O rendimento médio habitual dos trabalhadores ocupados ficou em R$ 3.240, um crescimento de 2,1% em termos reais em relação ao ano anterior — abaixo da meta de crescimento de 3% estabelecida pelo governo.
A informalidade também continua elevada: 38,4% dos trabalhadores ocupados não têm carteira assinada ou são trabalhadores por conta própria sem CNPJ, o que significa ausência de proteção previdenciária e trabalhista.